
salta e plana
planta que desabrocha
abre em pétalas
e esconde os espinhos
lindos enlaces de perfume
e tenra morada
atiça o terreno
e envolve o mistério
da vertiginosa queda
salta e plana
cai no leito
desse rio que flui
que brota da nascente
de água mais límpida
pelo frescor abençoado
não há limites para o rio que corre
somos esse rio que volta ao mar
e que faz chover
e contorce a rocha
com singelo bater
acorde da natureza
que pinta a música
no vir a ser
e faz fissura
e deixa entrar
Salta
voa até o rio que corre
abaixo do precipício
vamos juntos navegar
pois eu
também sou flor que voa